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Falência pós-recuperação judicial atinge 30% das empresas

Falência pós-recuperação judicial atinge 30% das empresas

Mais de um quarto das empresas que concluem o processo de recuperação judicial no Brasil não sobrevivem, um número que reflete os desafios do cenário econômico. O alto percentual de falências levanta debates sobre a eficácia da lei e a viabilidade dos negócios.

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A legislação brasileira (Lei 11.101/2005, atualizada em 2020) prevê instrumentos para renegociar dívidas, manter a atividade econômica e estimular acordos com credores | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Um estudo recente do Monitor RGF revelou que quase 30% das empresas que finalizaram seus processos de recuperação judicial no segundo semestre de 2025 acabaram falindo. Esse dado destaca a dificuldade de muitas companhias em se reestruturar e retomar as operações de forma sustentável, mesmo com a proteção legal oferecida pelo processo.

O número de empresas que buscam a recuperação judicial tem crescido, impulsionado por fatores como a taxa de juros elevada, a restrição de crédito e a instabilidade econômica. Em 2024, o Brasil registrou o maior número de pedidos de recuperação judicial da série histórica, segundo a Serasa Experian.

A recuperação judicial é um instrumento previsto na Lei 11.101/2005, que visa permitir que empresas viáveis, mas em dificuldades financeiras temporárias, possam renegociar suas dívidas e manter a atividade econômica. No entanto, especialistas apontam que muitos negócios buscam a medida de forma tardia, quando já perderam liquidez, ativos estratégicos ou credibilidade no mercado. Nesses casos, a recuperação acaba funcionando mais como um "rito pré-falimentar" do que como uma oportunidade real de reorganização.

O cenário econômico também desempenha um papel crucial. Em períodos de juros altos e crédito restrito, até empresas com planos de recuperação bem estruturados enfrentam dificuldades para cumprir suas obrigações, o que pode levar à falência mesmo após o término do processo.

A pesquisa da consultoria RGF & Associados, que acompanha os dados, mostrou que 58% das empresas conseguiram retomar as atividades sem supervisão judicial no segundo trimestre de 2025. No entanto, o volume de companhias que não conseguiram se reestruturar e faliram bateu recorde no mesmo período, atingindo quase 30% e reforçando a fragilidade do ambiente de negócios no Brasil.

 

Texto produzido com assistência de IA, com base em informações de:

  • Revista Oeste: Quase 30% das empresas em recuperação judicial encerram atividades no Brasil
  • Agrolink: Quase 30% das empresas em recuperação judicial falem
  • Bonetti & Associados: VOLUME DE EMPRESAS QUE FALIRAM DEPOIS DO PROCESSO DE RECUPERAÇÃO É RECORDE
  • Agência Brasil: Empresas em Recuperação Judicial sobem 6,9% no 1º trimestre de 2025
  • Serasa Experian: Brasil registra 2,2 mil pedidos de recuperação judicial em 2024, o maior número da série histórica, aponta Serasa Experian
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