Incerteza Econômica Sobe em Outubro; Saiba o Que 'Puxou' o Índice Para Cima (A Pista Não Está no Brasil)
O Indicador de Incerteza Econômica (IIE-Br) da FGV subiu 2,5 pontos em outubro, atingindo 109,0 pontos, impulsionado pelo cenário externo.

O Indicador de Incerteza da Economia Brasileira (IIE-Br), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), registrou uma alta em outubro de 2025, interrompendo uma sequência de duas quedas consecutivas. O índice avançou 2,5 pontos no mês, alcançando a marca de 109,0 pontos.
Este aumento, no entanto, revela uma dualidade no humor do mercado. A alta no indicador agregado foi puxada exclusivamente por um de seus componentes, o IIE-Br Mídia, enquanto o componente de Expectativas, na verdade, recuou.
O componente Mídia, que mede a frequência de notícias com menção à incerteza na imprensa brasileira, subiu 3,6 pontos, chegando a 111,1 pontos. Este foi o fator que contribuiu com 3,1 pontos para o resultado agregado do IIE-Br.
Na direção oposta, o componente de Expectativas, que capta a dispersão nas previsões de especialistas do mercado para variáveis macroeconômicas (como inflação, câmbio e Selic), registrou uma queda de 3,3 pontos, fechando em 96,6 pontos.
De acordo com Anna Carolina Gouveia, economista do FGV IBRE, a alta do indicador geral foi motivada pelo debate público em torno de incertezas externas persistentes. A economista citou especificamente o aumento das tensões tarifárias entre os Estados Unidos e a China, observado em meados de outubro, como o principal motor do ruído na mídia.
Curiosamente, a queda no componente de Expectativas sinaliza um consenso maior dentro do mercado financeiro. Gouveia explica que essa melhora foi motivada por uma menor incerteza por parte dos analistas em relação às previsões para a taxa básica de juros (Selic) para os próximos 12 meses. Ou seja, enquanto o noticiário internacional trazia volatilidade, os especialistas financeiros no Brasil pareciam mais alinhados sobre o futuro da política monetária.
Apesar da alta no índice geral, a análise da FGV IBRE sugere que o indicador se mantém em um patamar considerado "confortável", ainda abaixo do limiar de 110 pontos.
A percepção de incerteza ocorre em um momento delicado para outros setores. Dados também divulgados pela FGV IBRE mostraram que a confiança da indústria (ICI) caiu 0,7 ponto em outubro, atingindo 89,8 pontos. Este foi o sétimo recuo no ano, reforçando um sentimento de pessimismo generalizado no setor industrial, que se preocupa com o nível elevado de estoques em um cenário de demanda fraca.
Texto produzido com assistência de IA, com base em informações de:
-
FGV Ibre: Incerteza Econômica aumenta em outubro
-
FGV Ibre: PressRelease_IIE-BR_out25.pdf
-
ADVFN: Incerteza da economia brasileira avança em outubro
-
Poder360: Confiança da indústria cai em outubro e marca 7ª queda no ano
-
InfoMoney: Confiança da indústria do Brasil cai em outubro e reforça pessimismo, diz FGV
-
FGV Ibre: Confiança da indústria recuou em outubro
-
FGV Ibre: ICE de outubro de 2025


